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Liter & Art Brasil

movimento cultural de literatura e arte do brasil

Isa Lightbella

"Nasci num dia 19 de dezembro qualquer.
Tive dois batismos: o primeiro de emergência mas depois que viram que eu era "tinhosa" e sobreviveria, veio o segundo.
Desde cedo demonstrei minha principal característica: sou lutadora. Não desisto fácil.
Livros sempre foram meus companheiros desde a infância, e com eles aprendi a libertar minha alma inquieta, vagando por longínquas "terras de fantasia".
Como boa sagitariana, sou atrevida.
Comecei a pensar que além de ler, poderia escrever...e assim foi.
"Rabisquei" muito na adolescência, e no caderno da escola, não raro, estavam impressas minhas expectativas, as alegrias, as tristezas, a única e inesquecível sensação do primeiro amar (e com ela, a exata noção do que é sofrer por amor).
Num hiato de tempo de mais de 30 anos, as obrigações de esposa, mãe, educadora, estudante me afastaram do "mundo dos sonhos" que eu tanto gostava de transcrever naquele caderninho.
Hoje, dona do meu nariz, estou voltando... aos poucos...
A sabedoria inevitável dos anos acumulados no meu relógio do tempo me mostra que as impressões que eu tinha em relação à vida, ao amor, as alegrias e tristezas outrora transcritas naquele caderno de escola, não mudaram.
Continuo aquela menina de pouco mais de 15 anos, que teimava em olhar o mundo através de "lentes cor-de-rosa", disfarçando as teimosas marcas do tempo na minha face com o mesmo sorriso aberto...franco....matreiro de outrora.
Sempre violei grandes barreiras sorrindo..."

MENTIRAS

Escrevo tratados,
Faço textos de literatura ruim
E publico minhas mentiras.

Dizem que eu perco meu tempo
Sentindo certas coisas que eu nem sei sentir
Coisas que são apenas palavras.

Depois prestam atenção no que eu vejo
Nas coisas que eu falo tão abertamente
Pra depois ter a certeza insegura
De que eu não passo de uma mentira
Que eu nunca contei, mas sustento.

POETA, MULHER E ATREVIDA

Se nada entendo de vida ou de morte,
se nada espero na hora do fim,
Por que então me lembrar da ferida?

Nem todo mundo possui minha sorte,
passar no tempo, sem medo ou sem fim,
viver poeta, mulher e atrevida.

Pesquisa: Regis Caserta

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