Décima terceira antologia da Andross Editora, a terceira só este ano, chega às livrarias no final do mês.
Muitos autores de renome já se debruçaram sobre esta questão: o que é o conto? Edgar Allan Poe, Anton Tchecov, H.G. Wells, Rudyard Kippling – e Machado de Assis e Arthur Azevedo, para citar dois brasileiros – teorizaram sobre o assunto no passado.
A questão parece carecer de consenso mesmo nos dias de hoje, mas é possível extrair-se alguns pontos comuns. O que define um conto é seu tamanho compacto, a narrativa breve e direta, o número reduzido de personagens e o efeito único, sem divisões. Exceções a estas regras há aos montes e sempre haverá, mas a maioria das obras já publicadas parece obedecê-las.
Por sua brevidade, o conto é tanto mais apreciado quanto mais se faz acompanhar de seus pares. Daí a importância das antologias, especialmente as que permitem ao leitor absorver diferentes estilos.
Retalhos – Contos e Microcontos (Andross Editora, 160 páginas, R$ 19,00) reúne 40 obras (16 delas microcontos, com até 600 caracteres) escritas por 35 autores em início de carreira e organizadas por Edson Rossatto, editor da Andross.
As histórias se misturam como retalhos de uma colcha, formando uma peça única. Há o taxista num dia ruim, o marido que lamenta a morte da mulher, a velha senhora perseguida pelas crianças do bairro.
Retalhos é mais uma antologia da Andross Editora com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. Foram analisados cerca de 150 contos em seis meses até se chegar aos 40 selecionados. Há autores de vários estados brasileiros e também do Japão.
Esta é a 13ª antologia que a Andross lança em seus três anos de mercado, a terceira somente neste ano. Por este sistema, a editora já publicou mais de 450 autores, de 14 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje já têm obras publicadas individualmente por outras editoras.
Um dia disseram que minha mãe morreu. Eu era tão pequena que não prestei atenção. No dia seguinte, acordei e, como sempre fazia, fui pular com minha mãe na cama. Não havia mãe.
Então explicaram de novo que mamãe não voltaria; estava no céu. Continuei não entendendo e, durante dias, procurei-a na cama. Insistiram e me apontaram o céu azul.
Era uma manhã, decidi encontrar mamãe. Subi pelas escadas do prédio. Lá fiquei perto do céu. Quando pulei nos braços dela e senti seu abraço, pulamos em todas as nuvens que encontramos. Entendi por que as nuvens parecem lençóis”. “Nuvens”, de Heloísa Galvez
Com três anos de mercado e 21 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço no mercado aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve no mercado graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 13 livros deste tipo, e está com inscrições abertas para mais seis até o final do ano.
LANÇAMENTO
RETALHOS – CONTOS E MICROCONTOS
Vários autores – Organização: Edson Rossatto
DATA: 29 de setembro
LOCAL: Espaço WN - Rua Jorge Augusto, 668 – Penha - São Paulo
–SP
HORÁRIO: das 18h às 21h
Informações: www.andross.com.br
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Jornalista Responsável:
Jota Silvestre (Mtb 27758)
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Setembro 2007
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