Ele era velho. E estava sozinho,
sentado num quarto de Hospital.
Olhar vago, ar inocente,
arrastava dores.
Ia driblando a vida,
até perceber que o tempo
é como areia de praia perdida.
Não importa se era velho.
Vi risadas, vi encontros,
eu o vi correndo, brincando...
Eu vi chama, vi bondade,
vi vigor, sinceridade.
Eu vi luz nesse menino.
E entre dúvidas e certezas,
da sua hora final,
recolhe a sua criança,
recolhe seus pesadelos,
recolhe suas lembranças,
recolhe todo o vazio.
E enfrenta a sua sorte,
sabendo que o jogo termina
com a presença da morte.
Sandra Reis escreve poesias, contos e crônicas, para adultos e crianças. Membro do Poesia Simplesmente.
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