Roteirista e prosadora, aos 16 anos Adriana começou a apresentar distúrbios motores e visuais. Descobriu ser portadora de uma doença genética e progressiva chamada Ataxia Cerebelar tipo 7, que a fez perder totalmente a visão aos 30 anos. Apesar da dificuldade, graduou-se em História no Rio de Janeiro, cidade aonde nasceu. Com a ajuda de um software especial para deficientes visuais, começou a se dedicar à escrita aos 31 anos, por descobrir ser a melhor forma para expor suas idéias que, a Liter & Art Brasil tem o prazer de apresentar.
Dia 29 de setembro, em São Paulo, foi o lançamento de Retalhos, antologia de contos e microcontos da Editora Andross com participação da escritora. Acompanhe os detalhes acessando o site da Adriana.
Por conta de uma brincadeira de sua amiga, o jovem empresário Enris encontra-se perdido no meio da madrugada em uma floresta. Enris é dono de uma fábrica que tem uma chaminé que solta uma fumaça negra e despeja resíduos cinzentos no rio da pequena cidade.
O jovem está exausto por caminhar à procura de uma saída e resolve descansar perto de um rio.Procura gravetos para fazer uma fogueira, acende a fogueira com seu isqueiro e encosta em uma árvore para esperar o dia clarear, será mais fácil encontrar uma saída. Ele tem 26 anos, é um rapaz bem apessoado, alto e de bela forma física, além de muito rico.
Enris está olhando para as chamas, quando vê sair delas um ser
de cerca de 3 metros que toma a forma de uma salamandra, Enris conh ecia bem esses
seres imaginários por conta das histórias de sua mãe, a salamandra
diz em tom ameaçador:
Você me ofende!
Enris atribui a alucinação ao cansaço, vira o rosto e
seus olhos param em um monte mais alto de terra, desta terra saem , como plantas
as figuras de 3 gnomos, que falam juntos em tom de reprovação:
- Você me ofende!
Enris sacode a cabeça para ver se a visão desaparece. Começa
a soprar um vento gelado e Enris olha para cima, surgem no ar a figura de três
elfos sobrevoando, fazem um círculo e gritam a uma só voz:
- Você me ofende!
Enris corre em direção ao rio, quer lavar o rosto. Quando se
agacha na beira do rio e se prepara para encher a mão de água vê
surgir na superfície a metade de um corpo feminino de cor azul, é
uma ondina que esbraveja:
Você me ofende!
A ondina entra na água novamente. Enris se atira no rio e começa a nadar desesperadamente em direção ao fundo. Na manhá seguinte um guarda florestal encontra o corpo do jovem boiando, próximo à margem do rio.
Durante o intervalo da faculdade os gêmeos Ivaldo e Ivete caminham pelo pátio quando são avistados por uma conhecida de Ivete. É Cláudia, colega de turma de Ivete na escola normal. Ivete evitou aprofundar uma amizade com Cláudia quando estudaram juntas por considera-la “entrona” , mas não pode evitar o namoro dela com seu irmão na faculdade.
Com o namoro Cláudia passou a freqüentar a casa dos gêmeos, conquistando toda a família com suas piadas e gracejos. As crises alérgicas de Ivete pioraram consideravelmente e Cláudia se mostrava atenciosa e prestativa durante essas crises. “É um amor essa menina.” Todos diziam.
Em uma noite Ivete chega em casa e surpreende Cláudia usando um de seus vestidos “Tomei a liberdade, vou sair com seu irmão”. Em outra ocasião Ivete encontra a cunhada na cozinha terminando de fazer um chá “Para você, eu fiz com tanto carinho” , Ivete fica desconfiada, mas resolve aceitar, o que pode haver de mal em um chá?
No pátio da faculdade o celular de Cláudia toca, é Ivaldo avisando que sua irmã teve uma grave crise alérgica e precisou ser hospitalizada, Cláudia disfarça um sorriso.
“Ácido salicílico? Ela sabe que não pode tomar.” Diz Ivaldo para o médico. Ivete piora consideravelmente, surpreendendo os médicos e vem a falecer.
Cláudia termina o namoro com Ivaldo e escolhe à dedo sua nova amiga. Elisabeth é uma jovem caloura da faculdade.
Visite o site da Adriana Ramos para conhecer mais sobre o seu trabalho:
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