Gladis
Lacerda Monteiro de Barros, nome literário Gladis Lacerda, nasci em Recreio/MG,
passei minha infância e adolescência em Mirai/MG (data dessa época
meus primeiros poemas) . Fiz os cursos de Professora e Contabilidade em Colégio
de Freiras em Cataguazes/MG; A Faculdade Relações Internacionais
e a de Administração de Empresas no Rio de Janeiro/RJ para onde
vim aos 19 anos. Trabalhei no Banco de Crédito Real de Minas Gerais (Ag.Alfândega),
Laboratório Orthos, Banco Nacional da Habitação e me aposentei
na Caixa Econômica Federal para onde fui com a extinção do
BNH. Meu primeiro trabalho foi como professora primária em Miraí/MG.
Cacos de Mim (Lançamentos Brasil e Portugal)
aCORda Poesia (idem)
Casto Pecado (Idem)
Falando de Amor, Algumas vezes contra, outras, a favor (Lançado no Rio
de Janeiro)
Para as Tardes Chuvosas.
e/ou
emocionantes na Gladis pública.Extremamente emocionante foi quando lancei meu primeiro livro "Cacos de Mim".
Outro tipo de emoção, mas imensamente gratificante, quando fui eleita "Princesa dos Poetas Cariocas". Com certeza foi uma belíssima surpresa pois nunca pensei que pudesse ganhar naquela votação. Até hoje é um título que muito me honra.
O primeiro convite para me apresentar falando poemas foi no Poesia Simplesmente. Foi outro momento de grande emoção e "tremedeira" (parecia com a Gladis cantando óperas)
Se você quiser um pouco de minha vida privada digo que me lembro ainda com emoção de minha primeira comunhão, de meu primeiro casamento na Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Praça XV) - Ainda tenho o vestido.
O segundo casamento foi no Mosteiro de São Bento. Mas de todas essas emoções a maior, pode parecer lugar-comum, mas foi o nascimento de meu filho Julio Cesar.
Virgem Maria! Disto nem gosto de me lembrar. Mas...
Certa noite estava dirigindo meu carro com duas amigas. Quando parei para deixar
uma delas apareceram dois homens armados pedindo meu carro. Não levaram
pois apareceu (acho que mandada por Deus) uma patrulhinha.
Mas foi uma experiência terrível.
Já fui assaltada outras vezes. Não posso dizer que estou acostumada
mas agora a situação me irrita e me entristece muito pela sensação
de impotência e pela total falta de amor existente no ato.
Sempre gostei de cantar. Para isto fiz curso de canto e integrei um coral (da Caixa Econômica).
Fiz parte de um grupo de Óperas (claro que amadores) onde participei de 3 óperas. "Tiradentes" (aria de uma mulher que defendia o ideal de Tiradentes) "O Bugre" (arietas como uma ave de mau agouro) e "América" (aria de Isabel de Castela).
Cantava muito em Karaokês, hoje videokê e DVD Karaokê.
Tenho um grupo para torneios de "Buraco" (jogo de cartas).
Sou apaixonada com Nossa Senhora. Integro a Legião de Maria, Faço parte da Pastoral da Saúde (Hospital Copa D'Or). Faço palestras para padrinhos de Batismo.
Colecionar estátuas da Virgem Maria.
Jogar cartas (buraco, tranca, mexe-mexe, mau-mau)
Mas é tanta coisa que falta!...
Por exemplo:
Baratear o custo do livro.
Disseminar e incentivar as visitas aos museus e casas de cultura. Outro dia estava
lendo sobre a "solidão" em que vivem os museus no nosso Brasil.
Maior publicidade (midia mesmo) para aquilo que é bom, é arte..
Conseguir na televisão maior tempo para programas culturais. Veja que beleza
foi o Soletrando. Outro dia a Xuxa leu dois poemas de Quintana em seu programa
infantil. Isto não é lindo? Por que essa moda não pega?
Diminuir 90% dos filmes de violência na televisão e no cinema colocando
bons filmes nessas casas etc etc.
Arte é cultura e lazer.
Olha a importância que isto tem em nossa vida:
Conseguimos ser úteis à sociedade, fazemos catarse de alguns de
nossos males e nos divertirmos com isto.
Sonho com o dia em que todos verão a cultura por este prisma.
Prefiro a arte pela arte (veja minha definição). Entretanto não tenho nada contra.
Acabaria com o mau humor nas pessoas.
As pessoas bem humoradas vivem melhor, são felizes e distribuem isso a
sua volta.
Quando percebo algo em mim que precisa ser mudado, trato logo de "me enquadrar"
Minha Fé.
Meu jeito de olhar e cuidar das pessoas.
Estar feliz com minha família e meus amigos;
Poder ser útil;
Estar onde precisam de mim;
Ler de tudo e ESCREVER POESIA.
Ver meus amigos doentes;
Receber ordens (pedido é outra coisa);
Gente desagradável (grosseira, falsa, mentirosa, invejosa).
Ah! Graças a Deus cheguei a uma idade que já não preciso fazer nada que não esteja com vontade. Às vezes até gosto mas só faço quando quero.
Aquele que me aceita como sou mas reconhece meus defeitos e, de vez em quando, me dá uns "toques" para melhor conviver com meus outros "amigos".
Acho que lidar com o computador faz parte da "minha modern (a) idade" rsrsrs
Vivo da melhor maneira possível para fazer os outros felizes. Puro interesse: Assim sou feliz também.
Sou eu.

Ontem eu ouvi alguém dizer:
"somos todos drag queens,
vivemos mascarando
nossa própria realidade".
Isto me preocupou,
talvez mais do que devia,
pois senti que era verdade.
Será que você é assim
como se mostra pra mim?
E eu? como você me vê?
Sou para mim o que mostro pra você?
O que é o outro pra mim?
Quem sou eu? Quem é você?
É, acho que está certo sim:
somos todos drag quenns.
Benditas mãos as tuas Papai e Mamãe
que tantas vezes me pegaram no colo
outras tantas me levantaram do solo
com que carinho me embalaram no berço
que me ensinaram a rezar o terço.
Benditas tuas mãos amigo
que enxugam meu pranto
que me aplaudem com encanto
que me abraçam no momento certo
e nas minhas quedas estão sempre por perto.
Benditas sejam as tuas mãos meu amor
que como amigo tudo isto têm feito
e ainda acrescentam no meu leito
aquela dose certa de calor.
Benditas as minhas mãos Senhor
que se juntam numa prece
para que eu possa agradecer com fervor
os dons da vida, do amigo e do amor.
Aquela colcha azul na minha cama
já foi cenário para lindas performances
com dois atores sem platéia.
A sala - o camarim
com as roupas espalhadas pelo chão
e ali o início delicioso
daquele amor gostoso
por toda a madrugada
somente interrompido na alvorada
quando os corpos caíam para os lados
cansados pra dormir
E a colcha dobrada
num canto do armário
-desmanchado o cenário -
ficava a sorrir
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